Estou Feliz

Domingo, 11 Maio, 2008

Estou muito, muito feliz.

Aqueles que dizem que sou louca, se soubessem as oportunidades que estão caindo sobre mim, gostariam de ser chamados de loucos.

São 8 modos diferentes de ir embora (não é suicídio, ok?). Um melhor que o outro. Estou com um sorriso de orelha a orelha. Repito aqui as palavras do David: “Você não é o centro do Universo. Você é o Universo.” É a melhor realidade que alguém poderia criar. As melhores oportunidades.

E vocês estão me ajudando. Afinal, estão infectados com meu vírus e estão conspirando ao meu favor. =D


Motivação

Sábado, 10 Maio, 2008

Descobri algo novo hoje.

Me perguntaram quem era a minha motivação para ir para as aulas. Eu digo que ninguém, eu vou porque preciso (quero) ir. Dizem que não tem como, sempre tem “alguém” que nos motiva a ir para a aula naquele dia frio e chuvoso. Eu repito que não há (e realmente, não há), e dizem que todos possuem tal motivação.

Aprendi mais alguma coisa que eu não sabia. Sou diferente simplesmente porque vou para as aulas forçada por mim, aprender tornou-se uma necessidade para meu futuro inexistente. Agora ir para as aulas simplesmente para ver uma pessoa….. por favor, aí já é demais. Onde a sociedade vai parar?


Meu banco quer garantir meu futuro

Quinta-feira, 8 Maio, 2008

Minutos atrás recebo uma ligação do meu banco. Oferecem um plano que não sei qual é, mas consistia em eu aplicar R$70,00 todo mês, para retirar apenas após 72 meses (com correção, sorteios de prêmios, etc.).

O homem que me oferece diz que é interessante para garantir meu futuro, para eu fazer uma pós-graduação, etc. Eu falo que não preciso disso. Ele repete os mesmos argumentos. Eu penso se resolvo falar pra ele que não ligo pro futuro, 72 meses é muito distante, mas resolvo me fingir de normal (afinal, ele estava apenas fazendo o trabalho dele!). Falo que sou sustentada pelos meus pais, não trabalho e não vejo interesse em algo assim. Ele insiste, mas eu desligo.

72. Número interessante. Seria meu banco um espírito da Goetia?

72 meses são 6 anos. Não faço a mínima idéia de onde estarei ou o que estarei fazendo. São detalhes irrelevantes, uma vez que desejo mudanças radicais para o ano que vem. Só uma pessoa totalmente neurótica para planejar seus próximos 6 anos. É de dar medo, parece coisa do segredo. Há o que temer, é uma conspiração.


Tem algo errado comigo ou com eles?

Quinta-feira, 8 Maio, 2008

As pessoas que convivem comigo dizem que eu tenho problemas, partindo do ponto de vista deles eles estão corretos, partindo do meu ponto de vista, eu estou correta. Eu digo que comigo tudo sempre dá certo - logo, estou errada. Eles dizem que com eles só acontecem desgraças - e ninguém os repreende dizendo que estão errados.

Nos últimos dias comecei a notar uma séries de desventuras, no entanto eu via graça naquilo - parecia totalmente irrelevante frente às minhas pequenas vitórias. Ontem foi um dia exemplar.

Não acordo com nenhum dos meus 4(!) despertadores, acabo levantando 10 minutos antes do ônibus passar. Saio de casa levando uns biscoitos, sem tomar café da manhã. Fico feliz por ter conseguido pegar o ônibus - muitos ficariam irritados por ter que sair de casa com pressa.

Vou pagar uma conta, mas como venceu no dia anterior (estava ocupada demais para pagá-la), só podia fazer isso num banco que fica longe da faculdade, logo, eu teria que ligar para minha mãe e pedir para ela pagar a conta da cidade dela (coisa que eu não queria fazer). Nonada a professora da aula da tarde resolve adiar a aula, já que ninguém iria prestar atenção numa matéria como aquela (2 provas no dia seguinte). Consigo chegar no Centro antes do banco fechar e pago a conta. Fico feliz por ter conseguido pagar a conta - muitos estariam irritados por querer estar em casa estudando.

Resolvo passar pela Feira de Rua do Livro (detalhe: eu tinha que estudar para as 2 provas) para ver se achava algo interessante. Resolvo comprar um Bonsai (já tive 4, mas minha mãe os assassinou quando mudei pra Floripa), recomeçar. Feliz com meu bonsai novo, vou pegar ônibus para ir para casa.

Ao invés de pegar o Volta ao Morro Pantanal/Carvoeira Norte, pego o Sul. Só percebo isso quando vejo ele indo para o lado oposto. Tudo bem, não me preocupo, afinal, eu chegarei em casa. Resolvo aproveitar a viagem e curtir a linda vista carregando meu bonsai. Muitos ficariam irritados por demorar muito mais tempo para chegar em casa, afinal teria prova de Suporte Avançado de Vida e Medicina Legal no dia seguinte (o que não é nada fácil).

Chego em casa perto das 18 horas. Fico até quase 20h terminando uma análise de artigo (em inglês) para apresentar no dia seguinte. Depois vou para a aula de armas. Feliz, chego às 23:30 em casa. Em seguida vou terminar um trabalho de Medicina Legal que era para o dia seguinte também. Perto da meia noite começo a estudar para as provas do dia seguinte.

Estranhamente eu não estava irritada com o fato de não conseguir estudar. Se o mesmo acontecesse com outros da minha sala, estariam em pânico. Sei lá, confio demais em mim e nas decisões que tomo para me desesperar. Sei que no fim tudo sempre dá certo.

Às vezes penso que tem algo errado comigo. Ou seria com os outros? Simplesmente não me preocupo, sei que no fim tudo sempre dá certo, e se algo não está sendo como eu quero, modifico a situação. Já estou acostumada a fazerem brincadeiras comigo porque eu falo que tudo sempre dá certo.

Mas ah, quem é que ganha tudo o que quer? Eu. Quem sempre se dá bem sem fazer muito esforço aparente? Eu. Vou para o exterior no final do ano (desta vez não é Paraguai!). Fiz uma coisa que não chamo nem de sigilo, nem de servidor. Há 7 formas diferentes para eu viajar para o exterior, duas delas já confirmadas - basta eu escolher o método.

É uma análise de comportamento estranha. As pessoas não são felizes com o que possuem, passam a vida inteira olhando para aquela pequena mancha na parede que não quer sair. Se não consegue ignorá-la, coloque um quadro no lugar!

O mundo é dos espertos. O Universo é dos insanos. Universos paralelos, planos (dimensões) e coisas do gênero pertencem aos magistas insanos.


Morte e injustiça sentimental

Terça-feira, 6 Maio, 2008

As aulas de ontem e a prova de hoje foram canceladas devido a um falecimento (a turma se deslocou para outra cidade para o funeral). Ouço comentários como:

“Ele era tão jovem e partiu de uma hora pra outra!”

“Coitada da família, foi de partir o coração ver a mãe dele.”

“Vai mudar completamente a vida da família. Ninguém esperava por isso.”

Pessoas morrem a todo momento. Situações como essa se repetem a cada instante. Você só sente mal pela perda de alguém que conhece. Du-vi-do que alguém aqui fique chorando a todo instante devido às milhares de mortes de desconhecidos que ocorrem diariamente por todo o planeta. Muitas outras famílias estão passando pela mesma situação e você só está preocupado com aquela que possui relações. Eu acho isso uma injustiça. Se é pra ter pena, teremos pena de todos. Se não é, não teremos pena de ninguém. Deve ser por isso que dizem que sou uma pessoa sem coração, mas é irrelevante agora.

Eu não posso ficar o tempo inteiro chorando porque não-sei-quem faleceu. Uma pessoa morre, laços são rompidos, pessoas ficam tristes com a perda. Acontece o tempo todo. Claro que quando posso faço minha parte, desde coisas que ninguém reconhecerá ou saberá que fui eu (leia aqui trabalhos no astral) até me solidarizar com a família. A família precisa sentir que os outros também sentiram com a perda. Então temos que ir lá e fazer nosso papel de conhecido do falecido e nos fingir sentir tristes.

E ainda digo que a culpa por agirmos assim está no pensamento ocidental. O buddhismo é extremamente interessante. Diz que a causa do sofrimento é o apego à impermanência, tudo é impermanente, e para não sofrermos não devemos nos apegar às coisas impermanentes, devemos saber que tudo passa. O fato de eu ser contra a injustiça sentimental deve ser algum resquício da época que eu era buddhista…..

Chega de choradeira, vamos aproveitar a vida! Faz parte do ciclo natural das coisas. Você algum dia vai morrer, todos aqueles que te cercam irão morrer, seus corpos não passarão de pó.


Próxima religião: catolicismo

Domingo, 4 Maio, 2008

No dia 6 de abril (ignore o falso calendário) às 16 horas eu estava no Meio do Nada, sendo levada pela minha avó para uma gruta. Ela tinha que pagar uma promessa e como não queria ir sozinha, eu teria que ir junto, óbvio (até porque não é sempre que estou no Meio do Nada).

A princípio eu não queria ir, fui para cumprir minha tarefa de neta boazinha. Chegando lá, não sei o que houve, mas me senti muito bem. Pode ser devido ao ambiente (mato, mato e mato), à egrégora tentadora do catolicismo ou outra coisa.

Tive que rezar um terço (ou fingir que rezava), enquanto estava absorta naquela sensação de poder. Eu sentia que podia tudo, havia risadas caóticas insanas dentro de mim. Idéias kaoistas enchiam minha mente, teorias de como usar aquela força descomunal para fins egoístas magick. Na hora eu descobri: eu precisava retornar ao catolicismo porque ele me chamava, estava pedindo para eu brincar com ele, com suas crenças e usar a egrégora dos fiéis para fins egoístas magick.

Quase 1 mês se passou e ainda não me tornei católica por um dia. Isso porque minha agenda está lotada, FOTAMECUS é o deus da semana. Aquela sensação de poder continua, manifestando-se em diferentes formas.

O catolicismo é uma religião interessante. Não é muito esperta, mas é interessante. Meu objetivo é apenas um: me divertir. Católicos de plantão, não fiquem tristes ou revoltados, o que eu quero é aproveitar essa força que vocês canalizam erroneamente (ou de um modo que não consigo entender) antes que sua amada religião suma.

*Edit:

Quase esqueci de mencionar que sendo católica poderei finalmente sentir pena das pessoas. Poderei olhar os mendigos na rua, sentir pena, desviar o olhar, trancar o nariz e não pensar em nada para mudar a situação deles. Poderei mudar de canal na tv porque sinto pena das crianças raquíticas da África e não suporto vê-las sofrendo, porque católicos passam mal ao ver coisas assim. Acima de tudo poderei doar dinheiro para a Igreja, sabendo que eles estão, com certeza, ajudando tais pessoas sofredoras. Um doce mundo ilusório….. Muito melhor evitar a realidade que encará-la e tentar modificar, não acham? ;)


Vgrihcx

Sábado, 3 Maio, 2008

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Notícias

Sábado, 3 Maio, 2008

Notícias que eu li ontem e gostaria de compartilhar com os admiráveis leitores desta cabala.

A realidade realmente existe?

Finalmente estão começando a admitir que estamos presos dentro de nossos cérebros. O texto lembrou um vídeo dos Subgenius que vi um tempo atrás:

Pó fez crescer dedo decepado

Só porque estou começando a gostar do meu estágio em trauma e ortopedia a Universidade de Pittsburgh resolve criar o extracellular matrix. Qual será a graça de serrar pessoas (e depois elas agradecerem, óbvio) agora? Como cética-fanática, duvido da eficácia do pó. E depois, “segundo Kay, a ponta do dedo tem extraordinários poderes de regeneração que ainda não são universalmente reconhecidos.” = outra verdade universal. Vamos idolatrar a ponta dos nossos dedos - talvez aí esteja a origem do Deísmo.


1 Ano de Caos e Discórdia

Sexta-Feira, 2 Maio, 2008

Hoje faz 1 ano que conheci o Kaoismo e Discordianismo. Não sei se hoje faz exatamente 1 ano, mas o dia do falso calendário é irrelevante. A minha vontade de sair de casa nessa chuva torrencial e ir comprar pãezinhos de cachorro quente para comemorar foi maior.

Engraçado como tudo começou.

Eu estava estudando um pouco de cada sistema de magick com a intenção de aprender tudo sobre tudo e criar um sistema mais fácil e prático, exclusivamente meu. E aquela coisa chamada kaoismo aparecia toda hora na minha frente, em cada site que eu acessava, em cada livro que eu abria. Mas eu não queria ler sobre ele! Chegou uma hora que cansei daquela perseguição e resolvi saber do que se tratava. E era exatamente o que eu estava procurando, um sistema totalmente pragmático.

Como conseqüência acabei por ser apresentada ao discordianismo. E minha vida tem sido assim, cada dia diferente, sem saber o que é rotina, aplicando magick no dia-a-dia, fingindo ser normal e conhecendo mais insanos. Minha vida é divertida, muito divertida. =D

Hail Éris!


5 ótimos livros e 1 que pode apodrecer na estante

Quinta-feira, 1 Maio, 2008

Recebi da Cabala Santaumniana de um Santo de Segunda Classe que Come Pão Sírio um Meme onde devo indicar 5 bons livros e 1 que pode apodrecer na estante, isso no dia 18 de discórdia, o que seria 1 mês atrás no falso calendário. Espero que aproveitem a viagem.

1- Bíblia. O best-seller mais versátil. Uns dizem que é de auto-ajuda, outros que é de piadas, outros que lá contém a verdade, outros que é um livro mentiroso, outros que contém mensagens subliminares. Kaoz! Excelente. Você pode ler mil vezes a mesma coisa e dependendo de quais forem seus pré-conceitos você interpretará de um jeito diferente. Se você for religioso, é obrigado a ler. Se não for, tem que ler pra saber que argumentos usar contra religiosos. O único livro com mais de 1001 utilidades! Compre sua bíblia hoje e leve grátis um livrinho de orações, ligue djá e ganhará um sabonete de arruda que te limpará de todos os pecados. Mais um produto polishop!

2- Caibalion (Kybalion). Estudo da filosofia hermética do Antigo Egito e da Grécia. Alguns diriam que os princípios herméticos seriam limitações. Eu prefiro falar que eles se encaixam com tudo, e há inclusive formas de “pular”  e controlar o fluxo deles. Um dos melhores livros que já li pelo simples fato de eu conseguir encaixar com grande maioria dos eventos que aconteceram comigo. Para entendê-lo é necessário algum conhecimento prévio, caso contrário não passará de tolices.

3- Tao Te Ching (Tao Te King). É o tao. Tenho a versão traduzida e com comentários de Humberto Rhoden, mas há várias no mercado. Um livro totalmente kaoista, disfaçado de religião. Dá pra aprender muito com ele, principalmente porque você pode interpretá-lo como quiser.

4- Dhammapada. Em meus momentos de “não sei o que fazer da vida” ou quando precisava de algum conselho, lá estava o Dhammapada. Também não pode ser lido objetivamente ou subjetivamente demais. Buddha foi uma pessoa que nasceu bem, abandonou a família e ficou trocando de religião até perceber que não existia uma religião ideal, eram um bando de extremistas. De tão revoltado com tudo sentou debaixo de uma figueira e lá ficou por 40 dias (algum personagem bíblico não ficou 40 dias no deserto também?), até alcançar a iluminação. Depois que ele morreu (com 75 anos) resolveram criar uma religião com base no que ele disse (já ouvi isso em algum lugar), criando vários tipos de buddhismo (também ouvi isso em algum lugar).

5- Necronomicon. Uns dizem que é um livro de ficção, outros negam isso. Qual a verdade? Leia para descobrir.

Para cortar com a série livros religiosos, vem o livro que pode apodrecer na estante (literalmente).

- Atlas de Anatomia Humana do Yokoshi. Não sei como está a nova edição, mas meu meior erro foi comprar (e foi muito caro!) esse livro. É um atlas fotográfico, depois de comprar vi que um atlas com desenho seria muito melhor (leia-se Netter). Esse livro está apodrecendo na minha estante, muito ruim.

Observação: todos os livros bons citados acima podem ser encontrados gratuitamente na internet. Como a bíblia é o supra sumo dos best sellers, você pode pedir gratuitamente que entregarão um exemplar na sua casa. Ou um vendedor de bíblias irá até você.