Engraçado como somos manipulados por nós mesmo. Tenho uma relação de amor e ódio com meus cabelos. Nos últimos dias eu estava simplesmente irritada, cismando que estava muito comprido (detalhe: estava cerca de 4cm abaixo dos ombros, para quem já teve mais de 2/3 das costas, nem é muito. Simplesmente ignore). Tudo bem, fui cortar meus cabelos no último dia do mês d’O Diabo.
Agora estou irritada porque acho que estou com um corte sério demais, quase como médica! É uma grande mudança para quem tinha um corte como esses que aparecem nas novelas, estilo “revoltado”. Não dou nem 2 semanas para crescer um pouco e eu voltar a gostar do meu cabelo.
As pessoas (eu inclusive) dão muita importância para pequenos detalhes da aparência. Já parou para pensar que seus cabelos não passam de um monte de fios saindo de sua cabeça, algo totalmente tosco? Mas como temos que dar emprego para cabeleireiros1, nos fizeram acreditar que é algo lindo, indispensável para viver. E acreditamos.
Não estamos numa feira, onde a fruta mais atraente é levada para casa. Esquecemos (ou não queremos lembrar) que não somos aquilo que está por fora. Vivemos buscando respostas em aparências, objetos, imagens, dinheiro, coisas materiais. Não irei estender o assunto, acredito que todos entenderam a mensagem. Caso alguém quiser saber mais a respeito, consulte seu Eu Interior ou a pineal para falar com Éris (mas você não incomodaria a Deusa com um assunto tão tolo).
Nota de esclarecimento(1): Tudo não passa de um complô dos Golgafrinchenses que povoaram a Terra há alguns milhões de anos. Entre a população que veio naquela arca estavam cabeleireiros, de gerentes de RH, cineastas, limpadores de telefone, etc. (resumindo, o 1/3 inútil da população). Para saber mais consulte o livro do filósofo discordiano nonsense Douglas Adams – O Restaurante no Fim do Universo (volume 2 da trilogia de 5 livros do Mochileiro das Galáxias)
