Introvertidos, Extrovertidos e Tabagismo
Sábado, 29 Março, 2008Aula de Pneumologia, mais especificamente tabagismo. O professor estava explicando a importância de conhecer como o paciente age para determinar um melhor tratamento para parar de fumar. Comentou sobre a existência de pessoas extrovertidas e introvertidas, sua formação cortical diferenciada, motivos de início do tabagismo e tratamento diferenciado para cada tipo de personalidade.
Extrovertidos necessitam de uma quantidade maior de estímulos sociais, enquanto os introvertidos com a mínima quantidade de estímulos já chegam a extremos. Citou exemplos dizendo que as pessoas introvertidas com qualquer barulho se irritam, não gostam de atender telefone, etc. (nesse ponto eu comecei a me identificar, toda vez que alguém liga para mim - sempre em momentos inoportunos - começo a xingar e tenho vontade de jogar o celular fora). Ao mesmo tempo, uma garota sentada atrás de mim olhou indignada e disse que não acreditava que existia pessoas assim.
Acho isso muito interessante. Querendo ou não, temos uma visão fechada. Não consigo entender como as pessoas possuem uma necessidade para conversar e falar coisas óbvias. As pessoas que fazem isso não conseguem entender como alguém consegue ficar quieto. Pensar que a origem dessa diferença poderia estar numa formação cerebral diferente seria implicar que somos pré-programados para agir de determinada maneira (o que não deixa de ser verdade em termos). Algo como você é isso, você é aquilo e ponto final - uma seleção em que apenas aceitamos o resultado. Nosso instinto de conformismo é tão grande que não conseguimos pensar como aqueles diferentes conseguem agir daquele modo totalmente bizarro e oposto ao “correto”. E mesmo um não entendendo o outro conseguimos viver em harmonia. Adorável universo bizarro.
Escrito por Kathy