Aventuras de uma véspera de feriado

   Depois de passar algumas noites em claro comecei a planejar minhas viagens para o interior do estado de um modo que eu sempre chego em casa e posso dormir na minha cama, em silêncio. Quarta era para ser assim.

   Por malditos 15 minutos (lembrei do livro O Quinze) perdi o ônibus das 18:30. Passei na frente de todos na imensa fila da Reunidas na rodoviária numa tentativa frustrada de comprar outra passagem. “Só tem ônibus amanhã depois das 18h, tá tudo lotado. É feriado, ninguém manda você deixar para última hora” – fala delicadamente o atendente, ignorando o fato de eu ter perdido o ônibus. Felizmente tinha passagem em outra empresa (para outra cidade, mas tanto faz, já que não tem ônibus de Floripa para a cidade onde meus pais moram). De 25 reais a passagem passa para 75 (outra empresa e sem desconto pra estudantes), mas isso é mero detalhe. O pior de tudo é que eu tinha que ficar na rodoviária mais de 3 horas esperando para chegar apenas às 6:30 na cidade.

  Na minha crise de “não-sei-o-que-fazer-nas-próximas-3-horas” fui até a banca de revistas porque fazia tempo que não comprava nenhuma. Comprei as duas primeiras com as melhores capas. Uma tinha um arqueiro (Psique) e outra um samurai (Guerras). Passei 30 minutos lendo elas até enjoar e depois fiquei me “divertindo” assistindo tv. É a vida…

   Uma época eu adorava viajar à noite porque pensava que o tempo que eu passava dormindo em casa eu poderia fazê-lo à noite. Mas depois de mais de 4 viagens onde as pessoas ao meu redor não se calavam, comecei a priorizar a qualidade do sono.

     A viagem de quarta passada não foi diferente:

-Atrás de mim estava um homem e uma mulher. Ele começa a reclamar da empresa de ônibus, ela entra na conversa. Depois falam animadamente dos lugares para sair em Balneário Camboriú, falam sobre cidades do RS, descobrem que tem muitas coisas em comum e que são advogados. Resumindo a história: quando eles saem do ônibus combinam de se encontrar na cidade e trocam celulares.

-Quando o casal sai e começo a pensar que posso dormir, entra outro casal animado. Um casal homossexual (não tenho preconceitos, apenas queria dormir) fala sobre quem era o mais querido na rodoviária. Um deles comenta que o último que ele “pegou” era um pastor de uma igreja, o amigo pede pra entrar em detalhes, mas felizmente ele nega. Passam a noite animadamente conversando, prefiro nem entrar em detalhes.

 

   Na próxima vez que for viajar levarei mais pilhas para ficar as 8:30h de viagem ouvindo música…

 

Obs: Não é que eu seja metida, apenas gosto de ouvir os outros falarem, sempre acabo aprendendo algo sobre o comportamento humano.

2 Respostas para “Aventuras de uma véspera de feriado”

  1. Rev. Peterson Cekemp Disse:

    Obs: Não é que eu seja metida, apenas gosto de ouvir os outros falarem, sempre acabo aprendendo algo sobre o comportamento humano.

    hAeaheaHeaheAHeaH exaaatamente como me sinto. Ora, se eles não querem ser ouvidos, que falem mais baixo!!! haeheaheahae

    Um deles comenta que o último que ele “pegou” era um pastor de uma igreja

    Nossa. Eu pensei que fosse comum, mas não tão comum assim.

  2. Kathy Disse:

    Esse tipo de notícia ouvimos que ocorre no exterior (principalmente EUA), em cidades maiores, outros estados… parece muito distante da nossa realidade. Se eu não estivesse tentando dormir, teria caido em risadas hehehehehe

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