Ocultismo para leigos Segunda-feira, 20 Outubro, 2008
Posted by K. in Verdades Universais.Tags: magia, magick, ocultismo
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Não pretendo aqui ensinar ocultismo para leigos, e sim mostrar algumas definições toscas e básicas para os leigos que possuem preconceito com relação a esse assunto.
Um ocultista é aquele que estuda. Estuda e pratica para entender os mistérios da Vida, do Universo e Tudo Mais (42!). Refere-se ao conhecimento oculto e secreto ao profano, não estando dentro da esfera de metodologia científica. É um campo de estudo fascinante, onde apenas a percepção já é recompensadora – todos aqueles que passaram por isto sabem do que estou falando.
O preconceito há, em boa parte, devido ao temor do desconhecido pelo vulgo. Sobre isto não explanarei mais, citei Blavatsky um tempo atrás. Oras, sem querer menosprezar ninguém, mas o vulgo é vulgo. Como li um tempo atrás num lugar que não recordo mais: “Mesmo que coloquem as chaves da Alquimia em todas as manchetes de jornal, haverão poucos que as entenderão”. Há aqueles que estão na prisão, os que querem sair dela e os que divertem-se nela. Quem és tu?
“Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e os deuses”
É, uma longa jornada de auto-conhecimento.
O ocultismo é amplo, abrange diversos campos de estudo. Muitos ocultistas também estudam/praticam magick, que, ao contrário do que o vulgo pensa, é a Arte de provocar mudanças no meio de acordo com nossa Vontade. Não vamos contra nenhuma Lei. Apenas estudamos as Leis da Natureza e as utilizamos de acordo com a Vontade – e como disse acima: É, uma longa jornada de auto-conhecimento (Sem esquecer que nada é verdadeiro e tudo é permitido – crenças = leis).
Magista não é aquele que faz simpatia ou “amarração”. Ocultista não é aquele estudioso de final-de-semana – talvez isso se aproxime dos místicos fast-food de pseudo-Escolas Iniciáticas que mais pedem dinheiro que oferecem ensinamentos, mas não vem ao caso agora. E para falar mais sobre magick, evoco Éliphas Lévi (ok, estou apenas citando parte de seu livro):
“Geralmente a magia é considerada uma prática supersticiosa, destinada à obtenção de interesses mesquinhos, ou à demonstração charlatanesca de supostos poderes, por parte de indivíduos inescrupulosos. Palavras misteriosas, acompanhadas de gestos extravagantes; fumigações mescladas de odor exótico; sacrifício de animais, cujo sangue derramado sobre as brasas de fogareiros enegrecidos tolda o ambiente com sua fumaça lúgubre; sinais misteriosos traçados nas paredes, no chão *e depois ainda perguntam pq tenho giz no meu quarto, hahahah – é brincadeira *, nas vestes dos praticantes, tal o que o vulgo considera magia.
(…) No entanto, a Alta Magia, esta é reservada aos estudiosos sérios e compenetrados de suas responsabilidades morais; àqueles que anseiam saber o porquê das coisas, desvendar o traço de união entre o homem e o Universo, entre o microcosmo e o macrocosmo”
Outra citação interessante, retirada do livro de Ali A’L Kahn S.’.I.’.:
“Deverá o iniciado transmitir o segredo a seus irmãos?
- Não poderá fazê-lo. O segredo não pode ser revelado. Aquele que o possui soube descobri-lo. Se o descobriu, deve guardá-lo e nem mesmo indicá-lo a um irmão que deposite a maior confiança, pois aquele que for incapaz de descobrir o segredo, por si mesmo, e o receber oralmente, não conseguirá penetrá-lo.”
Finalizo dizendo que cada um deve seguir o seu caminho – desde que haja um coração – independente se ele for um caminho rumo à alienação ou não. Um dia todos irão acordar, a diferença está naqueles 5 minutinhos a mais que você quer ficar na cama. Uns sobrepõe a preguiça e levantam, outros dormem mais e se atrasam.
Solutór Sexta-Feira, 10 Outubro, 2008
Posted by K. in Meu cotidiano nada normal, Verdades Universais.Tags: marcas, mercado, rótulos, Umanus
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A sociedade precisa criar marcas para identificar os bois as pessoas que a integram. Para tal, os grupos costumam deixar uma marca estampada no rosto de cada um, simbolizando o que a pessoa é. Nem sempre tais marcas são corretas. Quase nunca, na verdade.
Traduzir um ser Umanu em poucas palavras ou num estereótipo é complicado. Se estamos empenhados numa longa jornada de auto-conhecimento, significa que não nos conhecemos completamente. Se eu não me conheço muito bem, sei menos ainda a respeito do meu vizinho. Somos complexos, estamos em constante desenvolvimento. Uma idéia que eu acho maravilhosa hoje, odiarei amanhã. Da mesma maneira, não posso falar que o meu vizinho é um retardado só porque ouve funk em volume alto aos domingos quando quero estudar. Pode ser apenas um gosto dele entre tantos. Nada impede que ele estude física quântica, religiões, astronomia…
A pessoa em questão do post anterior “existe”, mas não é o que seu rótulo transmite. Dias atrás, inclusive, tivemos uma conversa a respeito de rótulos onde mostrou sua indignação porque as pessoas costumam subestimar sua inteligência. Não é coisa de loira quando sente que foi enganada, ela é inteligente mesmo
. Muito mais que a maioria do pessoal que estuda comigo (obs: outro dia uma garota discutiu comigo porque disse ela que o correto é encomodo e não incômodo; 10 dias após a ativação do LHC, eu comentando sobre ele e todos achando que não passava de brincadeira minha a existência dele).
Marcar cada um com uma imagem só é importante para a sociedade e formação de grupos. De certo modo aproxima aqueles que possuem afinidades, mas nem todos deixam suas afinidades estampadas tentando ser o melhor produto do mercado. Eu, por exemplo, prefiro ser rotulada como a garota quieta com retardo mental à garota cujo hobby é psico-comando e estudar ciências ocultas.
Ao falar que determinadas pessoas são repolhos, estou rotulando também. Rotulei uma plantação de repolhos. Talvez eles achem que eu sou um repolho também. Talvez eu seja. Talvez eles não sejam. Depende do referencial. Fato é: ninguém sabe completamente da minha vida, vou contando fragmentos para cada um. Uns conhecem a estudante de medicina, outros a garota que gosta de armas de corte, outros a discordiana, outros a caoista, outros a manipuladora (psico-comando), outros a estudante de ocultismo, outros a louca, outros a séria, outros a tímida, outros a garota que não gosta de beber nem sair à noite… =)
Não, rótulos não são inúteis. Possuem sua utilidade dentro de uma sociedade, por mais primitivos que eles sejam. Mas que são chatos e irritantes.. ah, eles são!
Rótulos Quinta-feira, 9 Outubro, 2008
Posted by K. in Experiências baseadas em pensamentos, Verdades Universais.Tags: rótulos, Umanus
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Há uma garota na minha sala que é extremamente fútil. Loira, burra, velha tarada, bonita, usa roupas de marca, sai apenas nas baladas mais caras, filha da dona (agora não mais xP) de loja de sapatos de marca, etc (preencha aqui com o que você quiser).
Essa é a opinião da massa. E como as pizzas massas sempre estão corretas, não há o que contestar.
Dez Sábado, 4 Outubro, 2008
Posted by K. in Meu cotidiano nada normal.Tags: caminhos, coração, magick, Umanus
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3:23, extremamente exausta e cansada depois de uma semana com a magick me puxando de volta, recém chegada em casa… mas mesmo assim não pude deixar de passar por aqui e relatar minha experiência.
Dois dias atrás eu disse para a divindade escolhida que bastaria o décimo, aquele que fecharia o ciclo, que eu iria de vez para o seu lado. Hoje foi o dia. Estou mal, muito mal. Vi que foi uma má escolha, chamei a divindade para me ajudar, o que ele fez foi apenas querer que eu agisse sozinha. Ele estava certo, afinal, não pode aceitar qualquer uma ao seu lado. Estava literalmente enjoada, literalmente quase vomitando (outro dia emético?), quando resolvi dar um fim no ciclo.
Simplesmente não entendo os Umanus. Eles adoram fazer algo que eu simplesmente não gosto. O fazia por não ter opinião e tentar seguir as massas. É, comigo não dá certo, preciso seguir o caminho dos deuses, apenas eles me satisfazem (a frase soou estranha .-. ).
E como eu disse acima, essa semana foi cansativa. É totalmente desesperador ver a magick te sugando, você sente como se estivesse totalmente atrasado pelos dias que a deixou de lado por possuir outras prioridades. Ganhar dinheiro, notas boas na faculdade… isso tudo é ilusório. Nada me traz mais satisfação que um segundo mágicko.
Hoje, sábado dia 04 de outubro, 03:23, dou um fim ao meu ciclo de sofrimento. Chega, o caminho dos deuses me espera. É, achei um caminho com coração. Mais importante ainda, ele não possui nenhuma patologia. TUM-TÁ
Ignore todo o texto acima. Ele foi escrito numa madrugada sem introspecção e/ou inspiração.
