Janeiro, o mês d’O Diabo
Sábado, 2 Fevereiro, 2008Não gosto de ter algo dizendo como meu mês será. Mesmo assim eu o fiz porque é parte de meu aprendizado e é interessante saber dos fatos ocultos. No começo eu fiquei perplexa: não sabia como reagir. Só depois percebi que não era algo tão ruim assim.
“Cavalgar o dragão voador é nossa maior aventura e maior risco”
Mês materialista, instintivo, desejos tolos, magnetismo. É um desafio que eu consegui resistir bravamente (só o fiz depois de conhecer o arcano). Faz parte da caminhada, as provações mais difíceis, referindo-se ao aspecto crítico de nossa personalidade, o nosso lado sombrio, aspectos pouco explorados ou desconhecidos por nós mesmos. “O demônio nada mais faz que escravizar nossa consciência, prendendo-a em seu altar, exigindo de nós o auto-sacrifício da extinção de nossas buscas”.
Janeiro começou de um jeito que eu me surpreendi comigo: extremamente instintivo, num local propício para descobrirmos nosso lado yin e yang ao mesmo tempo. Interessante isso, porque à noite eu era uma pessoa, de dia outra. De certo modo foi uma experiência inesquecível e divertida.
Meados de janeiro eu fui para o Paraguai - o melhor símbolo materialista e a concretização tosca de um sigilo (dou risada até hoje dessa minha tolice). Para demonstrar mais egoísmo, eu fiz uso do Fotamecus, só que com um pequeno detalhe: ele funcionou até o ponto em que era útil apenas para mim. O resultado foi que apenas eu tive tempo de comprar o que queria, faltou tempo para os outros.
É extremamente interessante. Ao mesmo tempo que pode ser algo pré-programado oriundo de uma questão de “sorte”, pode ser algo que realmente era para ser, que eu estava me programando inconscientemente. Quando eu decidi saber como meu mês seria a partir de um arcano eu podia estar me limitando naquele instante, mas resolvi arriscar.
Acredito que destino seja o resultado de ações que tomamos no passado e presente, juntamente com ações, pensamentos e desejos dos outros. É algo mutável, impermanente. Por isso acho importante saber o que está por vir, para que possamos modificar. Se eu não tivesse tomado conhecimento d’O Diabo no momento certo, eu poderia já ter desistido de minhas buscas e teria caído novamente naquele mundo materialista que me chama todos os dias. É mais um modo de nos comunicarmos com o inconsciente, Jung realizou diversos estudos na área. E ainda há céticos que não acreditam…
Escrito por Kathy