Domingo, 20 Julho, 2008
Quando eu era mais jovem, tinha quatro bonsai. Amava eles, até que precisei mudar para Floripa. Acabei deixando eles temporariamente aos cuidados de minha mãe. Uma semana após minha partida, tinham falecido.
Dois meses atrás fiquei tentada e resolvi iniciar novamente. Adquiri um bonsai de mais idade (os anteriores eu que tinha feito), 5 anos. Levei ele para casa toda feliz, mas ficando receosa com relação aos seus cuidados, era uma espécie nova para mim. Na primeira semana senti que algo estava faltando. Não queria perdê-lo. Então tudo começou.
Noite após noite, meus sonhos eram interrompidos com cenas minhas cuidando do meu bonsai. Que horário colocar no sol, quando dar água, quando adubar, etc. Sigo tais “instruções” à risca e após alguns dias, no inverno, surgem flores. Serissas não costumam dar flores no inverno, ainda mais quando a temperatura está menor que 8ºC. Finalmente eu sinto que uma ligação foi criada. Trato meu bonsai como se fosse meu filho, apesar de algumas discussões básicas (é Kether, e como tal não me apóia no meu egoísmo). Como cuidar de um bonsai? Simplesmente ouça o que ele tem a dizer. Manuais são inúteis, cada árvore é única e especial. Já dizia Shakespeare, “há muito mais entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia”. Não sou wiccana ou de alguma religião alegre e feliz, simplesmente tenho mais simpatia com plantas e árvores que com muitos Umanus. Talvez eu seja louca, talvez não. Ao menos eu sei cuidar de um bonsai.
Uma pequena observação: como sempre, dei um nome. Seu nome é Kether. Qualquer semelhança com a primeira sephira da árvore da vida (Kabbalah) ou meu nome é mera coincidência. Será?
Uma pequena segunda observação: não coma alfaces, alfaces são amigas.
Uma pequena terceira observação: ainda não consegui perdoar meu sádico inconsciente.
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Escrito por Kathy
Sexta-Feira, 4 Julho, 2008
A princípio eu não gosto de falar de coisas desse gênero aqui e disse que pararia de falar sobre ocultismo. Mas algo muito interessante aconteceu. Interessante até demais. Então, contra minha vontade (calar), contarei sobre um evento bizarro.
Há umas 3 semanas, resolvi fazer um sigilo. Mas não era um sigilo comum, eu pretendia deixá-lo em lugares públicos, onde as outras pessoas lançariam por mim. Comecei desenhando o glifo e o mantra em alguns ônibus e pontos de ônibus, inserindo uma armadilha para que as pessoas lançassem. Não fiz com muita freqüência, era algo esporádico e só quando sentia vontade (e o lugar estava deserto).
Domingo tomei conhecimento que havia chance de meu intento se concretizar na quarta-feira. Fiquei tão feliz que consegui colocar em mais alguns lugares durante a semana. Não, aquilo que eu queria não se realizou, mas coisas engraçadas aconteceram.
Na quarta-feira (dia que ele poderia se realizar), ocorre uma greve de ônibus em Floripa. Uma greve que não foi avisada previamente à população e que durou 2 dias (as que eu presenciei era 1 dia no máximo). Causou o caos na cidade, a ponte ficou parada por um tempo (não podiam isolar a ilha sem mim!), trânsito, etc.
Hoje, sexta-feira, enquanto estava indo pegar ônibus para casa, pensei como seria interessante entrar num ônibus que eu havia lançado o sigilo, mas obviamente isso seria algo complicado. Até porque meus horários de voltar para casa nunca são os mesmos e eu fiz o sigilo em apenas 7 ônibus, 3 na empresa que eu ia utilizar.
Quando entro no ônibus, percebo que há algo familiar. Sim, era um dos ônibus que eu havia escrito o sigilo. E coincidentemente, sentei no mesmo lugar em que eu havia colocado ele! Ele estava levemente apagado e alguém havia caído em minha armadilha. O que eu fiz? Retoquei o sigilo e coloquei um presentinho extra. Daqui a pouco vão pensar que estão fazendo macumba em lugares públicos! Hahahahaha
Obs: não apoio atos de vandalismo que sejam para fins egoístas/não-mindfuck.
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Escrito por Kathy
Sábado, 28 Junho, 2008
Ultimamente ando nostálgica. Até demais.
Acabei caindo na tentação e reli umas postagens minhas de 2 anos atrás, num antigo blog meu que está com acesso restrito. Estranho como mudamos, até a forma de escrever. Pode ser uma mudança sutil ou brusca, não importa. Nós mudamos. Mudamos idéias, conceitos, tudo. Talvez eu nem seja a mesma pessoa.
Também percebi que esse blog está começando a pender para o lado do ocultismo - e como essa não é a intenção do blog (ou é?), tentarei retornar a como era antes. Mas como voltar ao que era antes, se nem eu mesmo sei como eu era antes? E não se preocupem, para aqueles que curtem assuntos de caráter ignorado, humilhado e que sofre preconceitos, há o pão de queijonline, um blog com diversos autores polêmicos e com um passado absurdamente bizarro - e um presente pior ainda.
De qualquer forma, é nostálgico. Você olha para trás e vê o quando mudou, como era em determinada época, como “tudo era mais fácil e você não sabia”. Mas chega um momento em que isso deve ser ignorado. Perder-se no passado não é a solução, muito menos viver no futuro. O agora é muito mais emocionante. Arrisque-se e saia da frente do monitor. Quem sabe depois de algumas aventuras no mundo pseudo-ilusão-real você não muda um pouco? Talvez para melhor, talvez para pior. Não importa, são apenas pontos de vista.
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Escrito por Kathy
Terça-feira, 24 Junho, 2008
Quando era criança, lembro de ter visto os livros de Blavatsky em casa - mas não dava a devida importância. Anos depois, tornou-se uma das minhas inspirações. Citarei um trecho extremamente interessante.
“A humanidade - a maioria pelo menos - detesta pensar por si mesma; e toma como insulto um simples apelo para sair dos velhos caminhos batidos e, ao seu próprio juízo, enveredar por outras sendas em busca de novas metas. Dai-lhe a resolver um problema que não lhe seja familiar; se os matemáticos, por não aprovarem o enunciado, se eximirem de o estudar, o público, não afeito à Matemática, ficará aturdido à vista das quantidades desconhecidas e, perdendo-se no emaranhado dos “x” e “y”, acabará por dar de ombros, ameaçando fazer em pedaços o importuno perturbador de seu Nirvana intelectual. Isso talvez explique os grandes e fáceis êxitos da Igreja Romana na conversão de tantos protestantes e livre pensadores (nominais) que nunca se deram aoo trabalho de refletir por si mesmos nos grandes e importantíssimos problemas da natureza interna do homem”
H.P. Blavatsky, em A Doutrina Secreta - volume V, pág. 28
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Terça-feira, 17 Junho, 2008
Sabe aquelas pessoas que você via como grandes conhecedoras de um determinado assunto, inteligentes, espertas, etc.? Chega uma hora em que você percebe… que estava errado. Que são “apenas” outras pessoas.
O sábio torna-se vulgo. O vulgo torna-se sábio. Mas no final, todos são o vulgo. Não que eu seja melhor que os outros, talvez esteja apenas outra crise de egocentrismo.
Sempre, sempre estamos aprendendo. “Parar é cair; Duvidar é enlouquecer” Levi.
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Sábado, 7 Junho, 2008
Incrível como a vida é.
Certo dia eu penso que meu computador poderia estragar de vez, de modo que eu ficasse um bom tempo sem acessar a internet - mas era principalmente para atingir meu irmão, ele tem 2 grandes vícios. E isso realmente me irrita.
Essa semana resolvo passar tudo que tenho de útil no computador para cds. Ontem à noite, nonada, meu computador fica com um problema que nem quero saber o que é, muito menos estou afim de resolver. A situação está boa como está. Tenho um novo computador me esperando no Meio do Nada, mas só irei trazê-lo quando for pra lá novamente - ou seja, em agosto (ignore o falso calendário). Até lá, terei uma imersão em novas idéias e conceitos, criando postagens a partir dos computadores da faculdade.
Apesar disso, podem continuar rezando para minha pessoa, atenderei pedidos de milagres normalmente através da Glândula Pineal - na ausência desta pode ser através da neurohipófise.
Cuidado com o que fala, pensa ou pede.
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Escrito por Kathy
Segunda-feira, 2 Junho, 2008
Ninguém olha para ele, ninguém presta atenção em seus cálculos mirabolantes para que existam as chamadas coincidências, ninguém vê como tudo é perfeito. E quando alguém resolve olhar para o universo, ele oferece os melhores presentes. Ele só pode ser carente. Um pouquinho de atenção e já se exalta.
Uma mesma conversa com 3 pessoas diferentes. Interessante.
Eu: o universo é carente.
David: o que é o universo?
Eu: o universo é carente.
Thii: quero olhar mais para o universo, para que ele olhe mais para mim.
Eu: o universo é carente.
Lilow: que fofo *abraço coletivo no universoooo*
Leia também: O universo é carente - parte 2
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Escrito por Kathy
Domingo, 11 Maio, 2008
Estou muito, muito feliz.
Aqueles que dizem que sou louca, se soubessem as oportunidades que estão caindo sobre mim, gostariam de ser chamados de loucos.
São 8 modos diferentes de ir embora (não é suicídio, ok?). Um melhor que o outro. Estou com um sorriso de orelha a orelha. Repito aqui as palavras do David: “Você não é o centro do Universo. Você é o Universo.” É a melhor realidade que alguém poderia criar. As melhores oportunidades.
E vocês estão me ajudando. Afinal, estão infectados com meu vírus e estão conspirando ao meu favor. =D
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Escrito por Kathy
Domingo, 4 Maio, 2008
No dia 6 de abril (ignore o falso calendário) às 16 horas eu estava no Meio do Nada, sendo levada pela minha avó para uma gruta. Ela tinha que pagar uma promessa e como não queria ir sozinha, eu teria que ir junto, óbvio (até porque não é sempre que estou no Meio do Nada).
A princípio eu não queria ir, fui para cumprir minha tarefa de neta boazinha. Chegando lá, não sei o que houve, mas me senti muito bem. Pode ser devido ao ambiente (mato, mato e mato), à egrégora tentadora do catolicismo ou outra coisa.
Tive que rezar um terço (ou fingir que rezava), enquanto estava absorta naquela sensação de poder. Eu sentia que podia tudo, havia risadas caóticas insanas dentro de mim. Idéias kaoistas enchiam minha mente, teorias de como usar aquela força descomunal para fins egoístas magick. Na hora eu descobri: eu precisava retornar ao catolicismo porque ele me chamava, estava pedindo para eu brincar com ele, com suas crenças e usar a egrégora dos fiéis para fins egoístas magick.
Quase 1 mês se passou e ainda não me tornei católica por um dia. Isso porque minha agenda está lotada, FOTAMECUS é o deus da semana. Aquela sensação de poder continua, manifestando-se em diferentes formas.
O catolicismo é uma religião interessante. Não é muito esperta, mas é interessante. Meu objetivo é apenas um: me divertir. Católicos de plantão, não fiquem tristes ou revoltados, o que eu quero é aproveitar essa força que vocês canalizam erroneamente (ou de um modo que não consigo entender) antes que sua amada religião suma.
*Edit:
Quase esqueci de mencionar que sendo católica poderei finalmente sentir pena das pessoas. Poderei olhar os mendigos na rua, sentir pena, desviar o olhar, trancar o nariz e não pensar em nada para mudar a situação deles. Poderei mudar de canal na tv porque sinto pena das crianças raquíticas da África e não suporto vê-las sofrendo, porque católicos passam mal ao ver coisas assim. Acima de tudo poderei doar dinheiro para a Igreja, sabendo que eles estão, com certeza, ajudando tais pessoas sofredoras. Um doce mundo ilusório….. Muito melhor evitar a realidade que encará-la e tentar modificar, não acham?
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Escrito por Kathy
Sexta-Feira, 2 Maio, 2008
Hoje faz 1 ano que conheci o Kaoismo e Discordianismo. Não sei se hoje faz exatamente 1 ano, mas o dia do falso calendário é irrelevante. A minha vontade de sair de casa nessa chuva torrencial e ir comprar pãezinhos de cachorro quente para comemorar foi maior.
Engraçado como tudo começou.
Eu estava estudando um pouco de cada sistema de magick com a intenção de aprender tudo sobre tudo e criar um sistema mais fácil e prático, exclusivamente meu. E aquela coisa chamada kaoismo aparecia toda hora na minha frente, em cada site que eu acessava, em cada livro que eu abria. Mas eu não queria ler sobre ele! Chegou uma hora que cansei daquela perseguição e resolvi saber do que se tratava. E era exatamente o que eu estava procurando, um sistema totalmente pragmático.
Como conseqüência acabei por ser apresentada ao discordianismo. E minha vida tem sido assim, cada dia diferente, sem saber o que é rotina, aplicando magick no dia-a-dia, fingindo ser normal e conhecendo mais insanos. Minha vida é divertida, muito divertida. =D
Hail Éris!
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Escrito por Kathy