jump to navigation

O futuro de esperar Domingo, 25 Janeiro, 2009

Posted by K. in Pensamentos baseados em experiências, Verdades Universais.
Tags: , , , ,
2 comments

As pessoas buscam um futuro. Insatisfeitos com seu estado atual, o que mais fazem é esperar e esperar. Esperança é um estado de estagnação que traz consigo os mais belos sonhos de mudança. O futuro é aquela ilusão que mora dentro dos nossos universos irreais. O que existe é o agora.

Como eu disse outra vez numa auto-entrevista: o Ontem é uma das melhores histórias de ficção, perde em criatividade apenas para o Amanhã. Podemos explorar a frase indo além e buscando todas as possibilidades de um outro dia. Ou alcançar vidas utópicas de pessoas que querem um mundo melhor mas não saem da frente da televisão.

Escrevi a mesma coisa em dois parágrafos. Parabéns, estou decandente. :(

Dogma e pragmatismo – parte 1 Quinta-feira, 22 Janeiro, 2009

Posted by K. in Experiências baseadas em pensamentos, Pensamentos baseados em experiências, Verdades Universais.
Tags: , , , ,
add a comment

(O texto tenderá a sofrer mudanças, atualmente é apenas um rascunho de algo que prometi a alguém)

Iniciar um texto sempre é difícil. Talvez por pensar que isso já é difícil o torna difícil. E isto é um dogma. Procurando dogma no dicionário ele pode ser definido como uma crença imposta que não admite contestação.  Explore um pouco mais este conceito. Dogma é toda sua criação, tudo que você acha que é verdadeiro, tudo em que você acredita. Pragmatismo é se desprender de tais leis e criar novas leis que se chocam e permitem a criação de um novo universo, onde você é o senhor dele.

Ficar falando coisas como “eu sou pragmático” é ilusório. Chegar a um pragmatismo total é aquilo que muita gente almeja, mas nem todos alcançam. Cada passo que damos ao seguir adiante traz consigo um pouco de conhecimento. Como todo conhecimento, ele traz regras e leis, modo de funcionamento e coisas do gênero. Digamos que para cada coisa que você aprende, há um manual. Você pode nem ter consciência disto, mas carrega inúmeros manuais. Desde o modo de como portar em sociedade ao mundo mágicko. O “querer, saber, ousar, calar” é um dogma. É um dogma que nos auxilia, mas não deixa de ser um dogma. Há diversas leis que você sequer tem conhecimento, mas estão presas a ti, em sua vida, mediante o seu inconsciente e o inconsciente coletivo. Você está preso.

Pragmatização seria jogar as leis uma de encontro à outra. Uma busca desenfreada pela liberdade, por aquilo que é real. Você tem a capacidade de tudo, pode se libertar das amarras que te prendem. Seria colocar em prática aquela frase dita por alguns caoístas, “Nada é verdadeiro, tudo é permitido”. Se eu opto por dar vida ao universo em minha mente, ele começa a pulsar e me arrasta para dentro dele. Se eu o ignoro, ele me repele. E é assim que as coisas funcionam. São pequenas escolhas que você faz que te tornam o que você é.

Um dos grandes problemas da pragmatização é a ilusão. Criar uma realidade irreal, jogar-se nela e se perder nos labirintos da mente. Para tudo há um preço. Deve haver uma necessidade de querer ser algo maior, ser alguém jamais visto.

Cada pessoa é diferente, moldada por suas experiências passadas, idéias e atos. Cada um trilha seu caminho, uns correm, outros caem, outros voam. Métodos são irrelevantes, a maioria tende a querer se encontrar. Estamos numa busca desenfreada por nós mesmos. Baseado nisso, é possível dizer que cada um possui um tipo diferente de ver e lidar com magia. Dependendo de seus talentos e dificuldades, certo tipo de ato poderá ser mais fácil ou difícil. Magia do caos fala, resumidamente, em você fazer aquilo que é mais fácil para ti, seu talento. Deve explorar suas facilidades em busca de alcançar os melhores resultados. Isso é uma pragmatização. Destruir seus temidos dogmas e explorar todo seu potencial.

Teoricamente é interessante falar sobre não ser dogmático, mas na hora da prática tudo complica. E isso não se aplica apenas à magick, mas toda nossa vida. Adquirir conhecimento é bom, só tem um efeito adverso: dogma. Destrua o dogma e mantenha o conhecimento. Talvez seja esse ponto que todos (a maioria pelo menos) tentamos alcançar.

*Ainda há o que melhorar, os parágrafos não fluem, há pausas entre eles. De qualquer forma, está aí para quem quiser ler…

Não chore por mim Terça-feira, 16 Dezembro, 2008

Posted by K. in Meu cotidiano nada normal, Pensamentos baseados em experiências.
Tags: ,
3 comments

As pessoas possuem tendência a chorar e se sentirem comovidas pelo que acontece na vida dos outros. Por favor, não chorem por mim. Se vocês o fizerem, acabarei chorando por vocês.

No momento não estou chorando, sempre estive pronta para transformações assim, especialmente de 3 em 3 anos. Mas o fato é que muitos vem até mim e conversam comigo como… sei lá, como se eu estivesse morta num caixão e aquelas fossem suas últimas palavras para mim. Acabo me comovendo com isso tudo. Por favor, não chorem por mim, senão me sentirei na obrigação de chorar por vocês.

Agradeço por todos aqueles que realmente se preocupam comigo, agradeço também por todos aqueles que fingem (muito mal, por sinal) se preocupar comigo. Mas tem uma hora que cansa. Nem todos precisam chorar durante uma transição, berrar para o mundo sua infelicidade e tristeza. Tudo está agitado agora, mas considero esta mudança extremamente valiosa e que me auxiliará a seguir adiante.

A sociedade criou um formidável sistema de recompensa (baseado nas religiões ocidentais) se você sentir-se mal pelo outro. Oras, não podemos ver uma situação que desagrade nossos olhos: ou viramos a cara ou ajudamos para ganhar um espacinho no céu ao lado do nosso admirável ser barbudo. Sim, tem a real preocupação com o afastamento de um ser que julgamos ter importância e criamos laços ao longo dos anos. É o apego, afinal. De qualquer modo, eu ainda estarei aqui. Coincidências não existem, nada é por acaso.

Ahn… e quem não sabe o que aconteceu, me recuso a escrever aqui. Meu ego não permite. hahahahaha

Money Sexta-Feira, 12 Dezembro, 2008

Posted by K. in Pensamentos baseados em experiências, Verdades Universais.
Tags: ,
1 comment so far

O engraçado é que precisamos de dinheiro. Mais engraçado ainda é que ele nos faz pensar que precisamos dele.

Tabu: morte Sexta-Feira, 21 Novembro, 2008

Posted by K. in Meu cotidiano nada normal, Pensamentos baseados em experiências.
Tags: , ,
4 comments

O maior tabu em uma conversa não é religião, política, esportes, sexo. É a morte. Pessoas temem a morte. Percebi isso principalmente nos últimos dias. Só ao comentar “todos iremos morrer, não seremos nada” as pessoas ao redor sentem arrepios e mandam eu calar a boca (o que tem ocorrido com muita frequência, mas ignore). Até mesmo os adoráveis católicos não gostam de falar no assunto, mesmo com seus contos poéticos de uma perfeita vida após a morte no céu ao lado de seu amado Jesus Cristo, Amén.

Sobre todos os assuntos as pessoas geralmente chegam a um consenso, nem que seja o consenso de que cada um possui uma opinião distinta. Sobre a morte, preferem nem comentar. As pessoas gostam de pensar que são imortais, que suas vidas fazem algum sentido, que as besteiras que compram hoje durarão eternamente e que ninguém irá morrer. Cadê o sentido da impermanência e mutação na vida das pessoas?

E depois criam comunidades em redes sociais com o nome “O que está acontecendo com o mundo?”. É o resultado do apego e falta de consciência com os fatos. Seus estudos, sua profissão, trabalho… tudo que você faz ao final não fará muita diferença (ok, fará, mas não entrarei em detalhes). materialmente falando, um dia você não passará de pó. Espiritualmente há outros conceitos, mas estou sem a mínima vontade de dissertar a respeito no momento.

Você irá morrer. Você tem medo quando isto ocorrer. Irá querer adiar mais e mais. Irá querer encontrar um sentido em sua vida. Ao final de tudo… não fará tanta diferença. Não negue, apenas aceite. E a vida será muito mais divertida.

Crianças robotizadas seguem padrão viral Quinta-feira, 20 Novembro, 2008

Posted by K. in Meu cotidiano nada normal, Pensamentos baseados em experiências.
Tags: , , ,
5 comments

No início deste mês vi uma criança e pensei: “ele será pedreiro, nada mais”. Não é preconceito contra nenhum tipo de trabalho, penso que cada um faz sua parte para manter a estrutura da sociedade, mas é a inexistência de sonhos e incapacidade de crescimento. Se pararmos para analisar, certamente houve uma modificação de castas, que era muito forte e predominante há uns séculos. Mas vivemos dentro de uma sociedade que não fornece educação de forma coerente, impedindo o crescimento das pessoas. Pior ainda: as pessoas não pensam em “crescer”.

Obviamente cada um possui uma opinião diferente. Quando eu morava no Meio do Nada, ao indagar aos meus colegas se eles pensavam em tentar vestibular para a federal, eles diziam que não valia a pena: fazendo uma faculdade qualquer ali perto, eles já teriam seus salários mínimos garantidos e não teriam as despesas de morar na capital (sem contar as dificuldades de uma mudança). Não são formadores de opinião, não são peixes que nadam contra a corrente. São seres levados por elas. E viva a mídia!

Ignore tudo que foi dito acima. A intenção da postagem é outra.

 Não é apenas questão de educação. Há uma separação: aqueles que nasceram para comandar e aqueles que nasceram para serem comandados. No final, são todos um só, não há separações. Desde o menino que mora na favela que será traficante ou a garotinha mimada da alta classe que será empresária. Um recebe mais educação que o outro, um aprende mais com a vida que o outro… Mas ao avaliar os resultados, ações e formas de pensamento, são muito parecidos. Seus objetivos são adquirir bens materiais, procriar e viver numa suposta felicidade, cercados pela ilusão que acreditam ser realidade. E não adianta discutir com eles, sempre dirão que possuem a razão, que são felizes e que não devemos incomodá-los. principalmente se houver deus no meio

Eu não quero ter filhos. Vejo crianças como elas serão futuramente. Em uns tenho esperança, na grande maioria vejo tristeza. Os que se destacam muitas vezes procuram desenvolver siddhis, seguem formidáveis linhas de pensamento e não se apegam facilmente. Os outros são miniaturas de Umanus, robôs. Não entendo o instinto maternal. As pessoas olham as crianças e dizem: “que bonitinho”; mas não vêem que aquilo poderá ser até mesmo um serial killer. Sim, depende de muitos fatores para uma criança tornar-se uma assassina futuramente. No entanto prefiro dizer que os seres Umanus são uma praga, um vírus que se espalha. Eu não estou afim de contribuir para essa destruição, ainda mais que meus genes não são perfeitos (?).

E o planeta reage, tentando destruir a praga com seu sistema imune. Não tem jeito, criamos mutações e muitos artifícios, fazendo com que não importa quantos morram, sempre haverá um que irá sobreviver e continuar com a saga. Até que o próprio vírus baixe tanto a imunidade do organismo, de uma forma que ele será destruído por outra doença, que não a primordial - será que lembra SIDA? .

Novamente fugi do tema. Ah, ignorem.

Carma e o Inconsciente Sábado, 27 Setembro, 2008

Posted by K. in Pensamentos baseados em experiências, Verdades Universais.
Tags: ,
add a comment

Não é porque o carma é “ilógico” ou cíclico que nego sua existência. Pelo que eu sou (o que sou? quem sou eu? xP), obviamente SEI e SINTO (não apenas acredito) no poder do inconsciente. Iniciando pelas sombras geradas pela repressão indo até as “recompensas”. Você toma tal atitude e em algum lugar do seu insconsciente pensa que deve haver determinada conseqüência. E ele age interferindo de modo que aconteça aquilo que você achava que merecia, mesmo sem saber. E dependendo de quem for, é possível afetar os outros. Mas isto também é relativo. Como o insconciente coletivo.

Aqueles que você diz que não são “julgados” ou não tem o que merecem possuem um conceito diferente em seu inconsciente. Ou sofrem/ganham e você não sabe. Até que ponto conhecemos os outros? – assunto para outra postagem.

Resumindo, cabe a cada um optar por ser manipulado ou manipular. Escolho a terceira opção, equilíbrio(!). Está no inconsciente, outro mundo de ilusões. Apesar da ilógica, carma existe. Ele é aquilo que você pensa que é. Ou aquilo que você pensa que pensa que não é, e em algum lugar pensa que é. Ou vice-versa.

Watashi no yume wa… Quinta-feira, 18 Setembro, 2008

Posted by K. in Experiências baseadas em pensamentos, Meu cotidiano nada normal, Pensamentos baseados em experiências, Verdades Universais.
Tags: , , , ,
5 comments

Pessoas precisam de sonhos para viver. Precisam manter suas mentes ocupadas na esperança de um futuro melhor. Tais sonhos não precisam ser coisas grandes ou impossíveis, muitas vezes estão mascarados sob pequenos desejos ou vontades. Pode ser a vontade de fazer algo, comer algo, ou outra coisa. Não importa, é tudo o mesmo. Sua constância permite cegar o ser humano. Deste modo é fácil viver num mundo de sonhos e desejos, não indo em busca da “verdade” contida na (ir)realidade que vivemos.

Apagar momentaneamente os instintos que nos levam a sonhar é uma experiência aterrorizante. Depois que você foi, não há volta. O modo de sentir e perceber tudo muda radicalmente. Torna-se inconcebível a idéia (e existência) de pessoas facilmente manipuláveis, cegas por seus instintos. Mas há.

Sim, eu tenho sonhos – se não tivesse não estaria aqui – mas aprendi a não me apegar a eles. Tudo é impermanente, inclua aqui os parágrafos anteriores. O meu sonho? Não sei. Talvez de creme ou goiabada, depende do meu humor. (piada sem graça ¬¬ )

-><-

Liberdade Quarta-feira, 6 Agosto, 2008

Posted by K. in Experiências baseadas em pensamentos, Pensamentos baseados em experiências.
Tags: , ,
5 comments

Liberdade é utopia.

Estamos e sempre fomos presos. Amarrados às nossas possibilidades. Talvez tudo seja possível, talvez nem tudo. Concordo que podemos fazer coisas jamais imaginadas (fiz e presenciei muito disso), mas estamos presos. Repito: presos às nossas possibilidades. Você pode fazer isso ou aquilo, não ambos. Você pode fazer isso ou aquilo, não aquele outro. Pode parecer sem sentido, mas há.

Ou você sobe ou você desce.

E ainda me pergunta por que eu quero ambos. Não sei, talvez só para sentir que posso fazer tudo, que estou além de mim. Mas eu sou eu, não posso me ultrapassar. Quando chegar a tal ponto, não serei mais eu, e sim outra pessoa.

Você está preso aos condicionamentos impostos. Ou você torna-se capitalista ou critica o capitalismo. Pior ainda, pode tornar-se alheio a isso tudo. Estamos presos às nossas possibilidades. Uma grande criatividade é necessária para uma libertação. Mas quem chegou lá? Talvez a liberdade não exista. Ou talvez estejamos livres e presos. Tudo não passa de criações de nossas mentes. Somos sensações, apenas. Talvez algo mais, no entanto não passa de ilusão.

Somos ilusões presas às possibilidades. Possibilidades essas que criamos. Somos presos em nós.

Ciclos. Liberdade não há enquanto estivermos alimentando o ciclo. Você pode pensar que é livre, que toma as próprias decisões, mas não toma. Você apenas opta entre aquilo que pode optar. Estamos todos presos. Aproveitem a viagem, a vida na masmorra pode ser divertida se ignorarmos o estranho odor e a escuridão.

*Segundo os princípios herméticos (Kybalion), para estarmos presos tem que existir liberdade, seu oposto. Talvez estejamos num estado constante de liberdade/prisão. Ou então uma mudança estática e constante de ambos. Ou nada disso exista. Não consigo finalizar o raciocínio, estão montando móveis aqui em casa. Provavelmente farei uma segunda parte dessa postagem.

Como cuidar de um bonsai Domingo, 20 Julho, 2008

Posted by K. in Experiências baseadas em pensamentos, Meu cotidiano nada normal, Pensamentos baseados em experiências.
Tags: , , ,
2 comments

Quando eu era mais jovem, tinha quatro bonsai. Amava eles, até que precisei mudar para Floripa. Acabei deixando eles temporariamente aos cuidados de minha mãe. Uma semana após minha partida, tinham falecido.

Dois meses atrás fiquei tentada e resolvi iniciar novamente. Adquiri um bonsai de mais idade (os anteriores eu que tinha feito), 5 anos. Levei ele para casa toda feliz, mas ficando receosa com relação aos seus cuidados, era uma espécie nova para mim. Na primeira semana senti que algo estava faltando. Não queria perdê-lo. Então tudo começou.

Noite após noite, meus sonhos eram interrompidos com cenas minhas cuidando do meu bonsai. Que horário colocar no sol, quando dar água, quando adubar, etc. Sigo tais “instruções” à risca e após alguns dias, no inverno, surgem flores. Serissas não costumam dar flores no inverno, ainda mais quando a temperatura está menor que 8ºC. Finalmente eu sinto que uma ligação foi criada. Trato meu bonsai como se fosse meu filho, apesar de algumas discussões básicas (é Kether, e como tal não me apóia no meu egoísmo). Como cuidar de um bonsai? Simplesmente ouça o que ele tem a dizer. Manuais são inúteis, cada árvore é única e especial. Já dizia Shakespeare, “há muito mais entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia”. Não sou wiccana ou de alguma religião alegre e feliz, simplesmente tenho mais simpatia com plantas e árvores que com muitos Umanus. Talvez eu seja louca, talvez não. Ao menos eu sei cuidar de um bonsai.

Uma pequena observação: como sempre, dei um nome. Seu nome é Kether. Qualquer semelhança com a primeira sephira da árvore da vida (Kabbalah) ou meu nome é mera coincidência. Será?

Uma pequena segunda observação: não coma alfaces, alfaces são amigas.

Uma pequena terceira observação: ainda não consegui perdoar meu sádico inconsciente.