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Caminho Sexta-Feira, 30 Maio, 2008

Posted by K. in Meu cotidiano nada normal, Projeto 1, Verdades Universais.
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Final de semana passado, meu servidor fala sobre algo que vivenciou/presenciou.

“Seguiram reto por duas quadras, viraram à direita, seguiram por mais três quadras e viraram à esquerda.”

Há o que melhorar. Poderiam ter seguido por 3 quadras e depois por 2 (prefiro assim). O fato de terem trilhado primeiro o caminho da direita e depois o da esquerda é irrelevante (poderia ter sido o inverso). Claro, sempre há experiências à somar, estar andando já é considerado um progresso. Mas faltou um pequeno grande detalhe: o final foi marcante.

Conseguiu atingir o caminho do meio, acabou se encontrando. Muito mais difícil que imaginava, mas conseguiu se achar. Às vezes procuramos andar por lugares que os outros já andaram, parece ser muito mais fácil. Nos perdemos, andamos em círculos. Apenas aqueles que persistem conseguirão algum dia encontrar seu caminho. E assim foi com ele.

*E depois disso eu penso como uma frase tem significado. Provavelmente há muitos autores que fizeram o mesmo que pretendo fazer. Bizarro. Uma frase, milhares de interpretações. Para cada interpretação, você precisa ter vivenciado ou ter diferentes “pré-requisitos”.

Aleph, aquele que manipulou D-us Sábado, 8 Março, 2008

Posted by K. in Projeto 1.
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     “No Zohar tem uma bonita lenda, excessivamente longa, mas eloqüente, sobre cada letra do alfabeto, e como Beth, a segunda letra do alfabeto, foi usada como a primeira letra da primeira palavra da bíblia – Bereshith, significando ‘no início’.”

      Obviamente não estamos interessados nisso. Beth acabou ganhando o Oscar de melhor atriz coadjuvante, Aleph roubou a cena. Contarei a história de como Aleph, de forma instintiva e natural, acabou manipulando D-us (é hebraico, logo devemos respeitá-los: você não pode falar isso). Se ele tivesse algum treinamento teria conseguido tudo, mas infelizmente ele não me conhecia na época.

     “Quando o Ser Divino desejou criar o mundo, todas as letras apareceram ante Sua presença em ordem contrária.”

     E uma a uma foram puxando o saco de D-us, para que ele criasse o mundo a partir delas, só que todas receberam um não como resposta. Restava apenas Beth e Aleph.

    “Então veio Beth e disse: ‘Crie o mundo a partir de mim porque eu sou a letra inicial de Beracha (benção) e através de mim tudo será abençoado, no mundo superior e inferior.’  ‘Verdade, Beth,’ disse D-us, ‘Eu certamente irei criar o mundo a partir de ti’.

     “Ouvindo essas palavras, Aleph continuou em seu lugar e não surgiu ante a presença de D-us, que exclamou ‘Aleph! Aleph! Por que não veio até mim como as outras letras fizeram?’ Então respondeu Aleph: ‘Senhor e monarca do universo, é porque eu vi Beth ser aceita e todas as outras letras voltaram como elas vieram, sem sucesso. Então por que eu deveria aparecer em sua presença, uma vez que o senhor já deu a Beth o ótimo e precioso presente que todos nós almejamos e desejamos? Além do mais, não poderia o monarca do Universo dar e retirar seus presentes para um sujeito e dar a outro.’ A essas palavras D-us respondeu: ‘Aleph! Aleph! Você será a primeira de todas as letras e minha unidade será simbolizada somente por você. Em todas as idéias e conceitos humanos ou divinos, em todo ato e obra inicial, levada até o fim e completa, em tudo isso você será o primeiro, o início.’

*Retirado, traduzido e adaptado por mim, do livro “The Complete Golden Dawn Sistem of Magick”, de Israel Regardie.

 

 

     Como é possível perceber na lenda, apesar de Beth ser aceita, Aleph usou de uma estratégia muito conhecida para ganhar algo. Eu ainda acho que o ‘presente’ de Aleph foi melhor que o de Beth. Não pelo fato de simbolizar D-eus, mas sim por ser a primeira letra. E depois, no estado atual desse planeta, eu não teria orgulho em dizer que ele foi criado a partir de mim.

     Li a história nas férias, e quando o fiz percebi que a escolha do nome Aleph para o personagem principal do meu projeto 1 (trecho pode ser lido aqui) foi melhor que o esperado. O mais engraçado é que o personagem e a letra possuem algo em comum: ambos manipularam D-us. Na época eu estava voltando a estudar Kaballah, por isso tinha uma pequena noção de hebraico e alguns significados das letras. Para quem não sabe: projeto 1 é o nome do livro que estou escrevendo, é um título temporário porque até agora não veio em mente nenhum nome interessante. Não publico no blog porque eu tenho um sério problema que é ficar mudando toda hora o que eu escrevi – desde dezembro – reiniciando diversas vezes.